The Sign of Selene

Publicação: 27 de abril de 2010

By wondrous paths of stone she cometh,
Stalked by them, like the Hounds of Hell.
Forbidden to say to their beloved ones farewell,
Souls shall be reaped and bodies shall be chopped.

Alas, the Silver Queen shines in heavens tonight:
Lo! A war-cry shall be heard this night!

The beasts have the blood of innocents in their hands.
They shout to the sky, while the others cry for their lives.
Perpetrating a hideous slaughter under the blackest of rites,
The spawns of wrath obey eldritch commands.

Alas, the Silver Queen shines in heavens tonight:
Lo! A war-cry shall be heard this night!

The sight of Selene beholds the Old City like a raven,
And in honour of her the savage pack crawl and howl.
Children or elders, male or female, doom shall fall upon all,
When they sing a fiendish dirge warning that there is no haven.

Alas, the Silver Queen shines in heavens tonight:
Lo! A war-cry shall be heard this night!

To the stygian offspring, living flesh is the best of treasures and gore a bless.
Damned is their king and lustful their queen.
Tonight they will spare no one, just those of their own kin.
Waiting for the gift of the dawn, the Old City lies in great distress.

Alas, the Silver Queen shines in heavens tonight:
Lo! A war-cry shall be heard this night!

For her they will do a feast!
For her they will do a night of prey!
But for her they shall pray!
But for her they shall decease!

Alas, the Silver Queen shines in heavens tonight:
Lo! A war-cry shall be heard this night!

Wanderer spirits, wielders of primaeval awareness.
They shall rise from the shades to face their foes,
Against the horde of the twisted ones bring them woe,
A secret struggle to banish them to the Abyss darkness.

Alas, the Silver Queen shines in heavens tonight:
Lo! A war-cry shall be heard this night!

Let us see the rage in their eyes,
Let them come to the fight,
Let their fur shine with the silvery light,
Let us hear their scream before unlife in them dies.

Alas, the Silver Queen shines in heavens tonight:
Lo! A war-cry shall be heard this night!

William M. Childless
(The Diary of Shades, §77, 1827)

Segundo J. T. Sparks, em sua duvidosa biografia sobre Childless (The Face Behind the Mirror, Londres: Clarence Press, 1994), o poema teria sido inspirado em estranhos episódios ocorridos nos arredores da cidade de Londres, em meados da década de 1820. A imprensa da época sugeriu que o que estava acontecendo era obra de algum grupo de pessoas “mentalmente perturbadas” que se escondiam na área rural em torno da cidade. Não existe um número oficial de vítimas, mas Sparks afirma que ao menos 21 pessoas teriam sido assassinadas de forma brutal durante o período, além de muitas outras que teriam desaparecido. Os casos nunca foram solucionados pela polícia.

Em seu livro, J. T. Sparks afirma que William Childless esteve em Londres durante os episódios e também que ele participou de um grupo que investigou os casos por conta própria. Informações essas retiradas dos registros de seu diário pessoal. Entretanto, as identidades dos membros desse grupo são desconhecidas. Também não existem provas de que Childless e o tal grupo tenham obtido qualquer tipo de sucesso ou o que descobriram.

Em 1828, quando os casos já haviam cessado, Childless encaminhou seu poema ao editor chefe do “The York Herald”. O poema foi recusado e, segundo a carta de resposta que o editor enviou, o motivo foi devido “a má qualidade do texto e ao seu tema confuso e perturbador, que certamente provocaria grande desprazer e angústia aos dignos leitores do jornal”. Em 1829 o poema foi publicado no “Lancaster Gazzeter”, sem qualquer tipo de restrição e nas vésperas do Halloween de 1830 ele também foi publicado (sem a autorização do autor) no “Berrow’s Worcester Journal”.

Coincidentemente ou não, existe uma viela na região mais afastada do East End em Londres conhecida como “Selene’s End”. Segundo a lenda local, a passagem é assombrada e quem passa por ali pode ouvir gritos e uivos em noites de lua cheia; até o final da Segunda Guerra Mundial, também havia a boato de um cão preto enorme, com olhos brilhantes, que surgia ali assustando os transeuntes. Na época, dizem que eram comuns brincadeiras entre as crianças da vizinhança para saber quem era a mais corajosa a atravessar a viela. Aquela que demorasse o maior tempo para chegar do outro lado vencia. Enquanto estivesse atravessando as outras crianças costumavam cantar:

“You can run, you can hide, but you can’t escape
If the Hound of Hell sniffs your smell
It takes your soul to meet you in Hell!”

Em 1954 três crianças desapareceram nas proximidades de Selene’s End. Após um ano, apenas uma delas reapareceu, mas o mistério não foi esclarecido. O garoto Alpert Donovan, então com 9 anos de idade, permaneceu em coma por 11 meses e quando acordou havia perdido qualquer contato com a realidade. Vegetou numa cama durante 15 anos, até morrer de insuficiência respiratória. Em 1956 Selene’s End foi fechada. Foram construídos muros em suas duas entradas, selando a viela, e assim permanece até hoje. Todos os anos, no aniversário do desaparecimento das três crianças, são deixadas flores de mandrágora junto aos dois muros. Nunca ninguém questionou quem ou o por quê fazem isso.



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